segunda-feira, 13 de outubro de 2008

'Elle avais quelque chose d'une ange'

_ Estou pensando em sair dessa vida. O que você me sugere?
_ Dessa? Digo, dessa sua vida aqui? Mas você mal acabou de entrar, não tem nem um mês...
_ Sim, e já quero ir... Não me pergunte para onde desta vez, só sei que voltar não quero!

Plin, poinpoin...
Zuinzuinzuin zuinzuin zuin
Naranã naranã...

Não querida, isso não se reproduz, essas gotas a cair na superfície espelhada, não, não se imita. O farfalhar da saia da cigana, não se copia, nem seus belos olhos sem pintura.
O sons do sono do adorável bebê, nem isso se repete. O perfume dos dias sem vento, não se sente.

Acho que é o seu sonho se confundindo com meus sonos, meu sono caindo no travesseiro. A eterna hipnose, não deveríamos ter certeza, guarde a certeza para o chefe, para o dono. Aos mandantes os altos postos de visão.

Chacoalhe a cabeça veementemente enquanto tilintar a névoa sobre os seus olhos.

Despedace todas as rosas amarelas e suba nos ombros mais altos, que certamente não serão de gigantes.

Sopre as sementes dos dentes de leão e se possível, tome água a café.

3 comentários:

Nemrac disse...

No Cerrado tb tem coisas belas.
Não se esqueça de que também "pessoas da sala de jantar", aí há.

Ziza disse...

Quando fui à Brasília

a secura do céu
as curvas do plano

o planejado
o improvisado

fizeram lembrar vidas secas
com um novo conselheiro
que disse para não ficar

mas satélites ali quedarão

numa enorme favela
arquitetada

assim como no piloto
na mesma idéia de ser maior

Kin disse...

comentando o comentário: A Ziza é.... Sem palavras... ou melhor, com as palavras precisas!

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